terça-feira, julho 16, 2024
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McLaren em busca de direção: Flertando com a “F1 A” e a “F1 C” em questão de horas

Desvendando o verdadeiro potencial da McLaren: A sexta força da F1 2023 em meio a incertezas

A McLaren permanece como a grande incógnita da temporada de Fórmula 1 de 2023. Em um campeonato repleto de situações atípicas envolvendo equipes como Ferrari, Alpine e até mesmo Mercedes, nenhum time traz tantos mistérios quanto os carros laranjas de Woking. As rápidas oscilações de desempenho em curtos períodos de tempo têm deixado qualquer pessoa confusa ao analisar o rendimento da equipe.

É fato que a McLaren está abaixo do que se esperava e do que foi prometido, isso pode ser afirmado sem muita hesitação. Para uma equipe que recentemente ocupava posições consistentes no G5, G4 e até mesmo G3 da Fórmula 1, a atual sexta colocação parcial é extremamente decepcionante. Especialmente porque não há muitas indicações de que a Alpine seja um alvo acessível em 2023, e ainda menos a Ferrari e a Aston Martin.

Lando Norris precisa melhorar, é a estrela da McLaren. afinal (Foto: McLaren)
Lando Norris precisa melhorar, é a estrela da McLaren. afinal (Foto: McLaren)

Além disso, há uma preocupação em relação à queda de patamar que a equipe tem apresentado até o momento nesta temporada. Por muitos anos, a McLaren foi sinônimo de força na “F1 B”, porém, em 2023, a categoria parece ter criado uma “F1 C”, na qual a Alpine conseguiu se distanciar consideravelmente das demais equipes intermediárias. Essas equipes da “terceira divisão” têm enfrentado dificuldades significativas para pontuar, e a McLaren não está muito distante delas.

Até agora, em sete etapas, a equipe laranja conquistou pontos apenas em cinco ocasiões, considerando ambos os pilotos. Dessas cinco vezes, somente em três corridas, na Austrália, Azerbaijão e Mônaco. Os 17 pontos conquistados no Campeonato de Construtores também mascaram um pouco o desempenho, uma vez que a equipe não demonstrou méritos para somar 12 pontos valiosos em Melbourne. Pode-se atribuir isso ao acaso, destino, sorte, ou como quiser chamar.

Uma característica preocupante em relação ao desempenho da McLaren é o grau de oscilação, que ocorre de forma rápida e drástica. Por exemplo, na Espanha, Lando Norris conquistou a terceira posição no treino classificatório, mas tanto ele quanto Oscar Piastri não conseguiram ritmo suficiente para alcançar o top-10 na corrida. Na verdade, a equipe foi um obstáculo para a “F1 A” no sábado, e, 24 horas depois, estava lutando com as equipes da “F1 C”.

Oscar Piastri não começou espetacular, mas está decente (Foto: McLaren)
Oscar Piastri não começou espetacular, mas está decente (Foto: McLaren)

Outro aspecto importante a se considerar é que este não é, de longe, o melhor início de temporada para Norris. Isso é crucial, uma vez que o piloto inglês é altamente talentoso e tem carregado a equipe desde a saída de Carlos Sainz. Em 2023, ele parece estar sempre tentando extrair mais do carro do que ele pode oferecer, o que tem resultado em erros frequentes e arriscados nas primeiras curvas. De maneira geral, tem sido uma decepção.

No outro lado do box está Piastri, um estreante na categoria. E aí a conversa acaba, afinal, ele acabou de chegar e não se pode exigir muito dele. Dito isso, é preciso reconhecer que Oscar ainda não possui o ritmo de Norris, mas é, de longe, o melhor entre os novatos da Fórmula 1 de 2023. Ele não tem cometido grandes erros e tem desempenhado seu papel de forma decente. Podemos afirmar que sua tendência é de uma ascensão gradual.

“Estamos muito impressionados, Piastri é extremamente focado e não cometeu nenhum grande erro. Apenas tem explorado os limites, como é típico, e talvez tenha travado uma roda aqui e ali. Considerando que ele não teve experiência em todas essas pistas, as primeiras indicações sugerem que temos um futuro campeão mundial em nossas mãos”, entusiasmou-se o sempre superlativo CEO, Zak Brown.

Andrea Stella assumiu a chefia da McLaren em 2023 (Foto: McLaren)
Andrea Stella assumiu a chefia da McLaren em 2023 (Foto: McLaren)

No meio disso tudo está Andrea Stella, que ainda parece não ter se encontrado completamente em seu papel de chefe. O italiano admite que precisa entender melhor suas funções e as decisões que toma. As atualizações não têm sido brilhantes e a equipe ainda enfrenta algumas dificuldades. Sente falta de Andreas Seidl, que anos atrás transformou a filosofia da equipe de forma impressionante.

Apesar de estar relativamente confortável diante da inércia das equipes da chamada “F1 C”, a McLaren agora precisa dar passos firmes para não se isolar em 2023. É necessário mais do Norris, a grande estrela da equipe, além de estabilidade e um carro mais consistente em todos os tipos de pistas e atividades. A contratação de Rob Marshall pode ajudar a trazer clareza para o futuro próximo. Por enquanto, a equipe continuará cumprindo sua tabela e provavelmente terminará em sexto lugar até 2024.

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