A inteligência artificial começou a ganhar espaço na gestão do trânsito de São Paulo. A capital paulista passou a utilizar o Green Light, plataforma desenvolvida pelo Google em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Prodam, com a proposta de tornar os deslocamentos mais rápidos e reduzir o número de paradas nos semáforos.
O sistema utiliza algoritmos para analisar o comportamento do trânsito em diferentes cruzamentos e identificar padrões de circulação dos veículos. Com base nessas informações, a plataforma sugere alterações nos tempos dos semáforos para melhorar a fluidez do tráfego, especialmente em regiões marcadas pelo constante “anda e para”.
Apesar do uso da inteligência artificial, as mudanças não são realizadas automaticamente. Todas as recomendações passam pela análise da equipe técnica da CET, que avalia a viabilidade das alterações antes da implementação.
Segundo o Google, cidades que já utilizam o Green Light registraram potencial para reduzir em até 30% o número de paradas nos semáforos, além de contribuir para a diminuição das emissões de poluentes geradas pelos veículos.
Em São Paulo, onde o projeto começou a operar há cerca de um mês, os primeiros resultados já mostram uma melhora na fluidez do trânsito. De acordo com a CET, os cruzamentos monitorados apresentaram uma redução próxima de 10% nas paradas dos veículos após os primeiros ajustes realizados.
Lançado globalmente em 2023, o Green Light já está presente em diversas cidades ao redor do mundo. No Brasil, além de São Paulo, o sistema também opera no Rio de Janeiro, Campinas e São Caetano do Sul.
A iniciativa faz parte de um conjunto de soluções que utilizam inteligência artificial para otimizar a mobilidade urbana, buscando reduzir congestionamentos, diminuir o consumo de combustível e tornar os deslocamentos mais eficientes para motoristas e passageiros.



