O processo para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação acaba de passar por mais uma mudança importante. O Governo Federal atualizou o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV) e oficializou o fim da exigência da prova de baliza como etapa obrigatória no exame prático de direção.
Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a ideia é deixar a avaliação mais próxima da realidade enfrentada diariamente pelos motoristas nas ruas e avenidas do país. Na prática, a prova deixa de focar em manobras isoladas e passa a observar o comportamento do candidato em situações reais de circulação.
Baliza deixa de ser obrigatória
Com a nova diretriz, a tradicional prova de baliza já deixou de ser aplicada como exigência fixa em pelo menos 10 estados. O MBEDV é claro ao afirmar que a avaliação não deve mais se concentrar em uma manobra específica, mas sim na condução do veículo em contexto real de tráfego.
O manual reforça que o risco no trânsito está muito mais ligado à convivência entre veículos, pedestres e sinalização do que à execução de manobras artificiais, feitas fora do ambiente viário comum.
Como fica o estacionamento na prova
Apesar do fim da baliza obrigatória, o exame prático continua exigindo que o candidato finalize o trajeto estacionando o veículo. O formato, no entanto, ficará a critério de cada Detran estadual, que poderá escolher entre três modalidades:
- Estacionamento paralelo ao meio-fio, o mais comum no dia a dia urbano;
- Estacionamento em ângulo, seja perpendicular ou oblíquo, desde que em vagas sinalizadas;
- Estacionamento em áreas isoladas, como bolsões, recuos ou espaços específicos fora da pista de rolamento.
A escolha do modelo deverá respeitar as condições locais e o objetivo do exame, sempre priorizando segurança e coerência com o tráfego real.
Manobras complexas ficam para depois
O MBEDV também destaca que vagas ou manobras com alto nível de complexidade — que exigem planejamento espacial avançado e controle fino do veículo — não devem fazer parte da prova inicial. Esse tipo de habilidade passa a ser entendido como algo ligado ao aperfeiçoamento e à experiência do condutor, e não como critério para a primeira habilitação.
Qual é o objetivo da mudança?
De forma direta, o novo modelo busca avaliar se o candidato é capaz de conduzir o veículo com segurança, tomar decisões adequadas no trânsito e finalizar o percurso de maneira correta, em condições reais de circulação.
Menos coreografia, mais realidade. É esse o caminho que o exame prático da CNH passa a seguir a partir de agora.




