O caso que chocou o Distrito Federal teve um desfecho trágico neste sábado (7/2). Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, morreu após passar dias internado em estado crítico na UTI de um hospital particular em Águas Claras. O adolescente sofreu traumatismo craniano severo depois de ser agredido durante uma briga registrada em Vicente Pires.
Rodrigo estava intubado desde o dia do ocorrido e chegou a apresentar complicações graves logo após o impacto. Apesar dos esforços da equipe médica, o jovem não resistiu. A confirmação da morte foi feita pelo advogado da família.
O principal envolvido no caso é Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto da Fórmula Delta, que já se encontrava preso preventivamente desde o fim de janeiro. Ele havia sido detido anteriormente, mas foi liberado mediante pagamento de fiança. Com o agravamento do quadro e a morte da vítima, a situação jurídica do investigado pode mudar de forma significativa.
Como tudo começou
Segundo a investigação policial, a confusão teve início na noite de 22 de janeiro, após uma provocação em via pública. Testemunhas afirmam que Turra teria arremessado um chiclete mascado em um amigo de Rodrigo. A discussão evoluiu rapidamente para agressões físicas.
Imagens gravadas por pessoas que estavam no local mostram o momento em que um soco atinge Rodrigo, que perde o equilíbrio e bate a cabeça com força contra um carro estacionado. O adolescente caiu desacordado e, ainda no local, apresentou sinais graves, como vômito com sangue, antes de ser socorrido.
Prisão e investigação
Após nova análise do caso, o Ministério Público do Distrito Federal solicitou a prisão preventiva do ex-piloto, que foi cumprida em sua residência, em meio a protestos de moradores. O inquérito é conduzido pela 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires.
Durante coletiva, o delegado responsável afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios de violência. As declarações foram contestadas pela defesa, que alegou excesso e questionou a legalidade de classificações de cunho psicológico feitas fora de laudos técnicos.
Outras ocorrências sob apuração
Com a repercussão do caso, vieram à tona registros de outras passagens policiais envolvendo o ex-piloto, incluindo:
- agressão em praça pública após desentendimento;
- briga de trânsito com um motorista mais velho;
- denúncia envolvendo adolescente em festa, com possível infração ao ECA.
Todos esses episódios ainda estão em fase de apuração.
O que muda agora
Com a confirmação da morte de Rodrigo, o crime pode deixar de ser tratado apenas como agressão e passar a ser enquadrado como lesão corporal seguida de morte, o que aumenta consideravelmente a pena prevista. Nesse tipo de crime, há intenção de agredir, mas não de matar, ainda que o resultado fatal seja considerado previsível.
Enquanto a investigação avança, familiares e amigos do adolescente pedem justiça. Homenagens, vigílias e mensagens nas redes sociais marcaram o fim de semana, refletindo a comoção causada por um caso que começou como uma briga e terminou em perda irreparável.



