Controlar os gastos com combustível foi um dos principais fatores que levaram Daniel Eloy, 44 anos, a optar por um carro elétrico. Servidor público e morador de Brasília, ele mantém um histórico de consumo de todos os veículos que teve desde 2005 e percebeu uma grande diferença ao trocar para um modelo movido a bateria.
“Com o preço da gasolina nas alturas, é um alívio rodar uma semana inteira com uma única carga e gastar apenas R$ 50 ou R$ 60 na recarga”, destaca.
Além da economia no abastecimento, o custo de aquisição também não foi um obstáculo. Atualmente, há modelos elétricos no Brasil com preços semelhantes ou até mais baixos que os de veículos a combustão.
Outro benefício que pesou na decisão de Eloy foi a isenção do IPVA no Distrito Federal, uma política voltada para incentivar a sustentabilidade e que também se aplica a veículos híbridos.
A biomédica Luciana Ribas, 51 anos, também viu vantagens na eletrificação ao substituir um dos carros a combustão da família. Inicialmente, a intenção era adquirir um híbrido plug-in, mas após avaliar o custo-benefício, optou por um sedã elétrico.
“A economia com combustível que estamos tendo agora certamente compensará a desvalorização na revenda”, explica Ribas, que mora no Mato Grosso e costuma trocar de carro a cada três anos.
Já o empresário Marcelo Mello, 46 anos, de Balneário Camboriú (SC), acompanha o mercado de eletrificação desde 2015 e também tomou sua decisão com base no impacto financeiro. Para ele, a tendência dos elétricos está cada vez mais consolidada, e os benefícios vão além do abastecimento, incluindo menores custos de manutenção e incentivos fiscais em algumas regiões do país.