O início de um novo ano costuma vir acompanhado de planos, metas e também de contas tradicionais no orçamento das famílias brasileiras. Entre elas está o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cobrado anualmente de quem possui carro, moto ou outros veículos registrados no país. Para 2026, o imposto segue a mesma lógica dos anos anteriores, mas pode apresentar variações conforme o estado e o valor de mercado do veículo.
Quem precisa pagar o IPVA
De modo geral, o IPVA é obrigatório para veículos com menos de 20 anos de fabricação, embora esse limite possa ser menor em alguns estados. O imposto é estadual, ou seja, cada Unidade Federativa define regras próprias sobre alíquotas, prazos, parcelamento e critérios de isenção.
Como funciona o cálculo do IPVA
O valor do IPVA é obtido a partir de dois fatores principais:
- Valor venal do veículo: corresponde ao preço médio de mercado, normalmente baseado na Tabela Fipe, que é atualizada mensalmente.
- Alíquota estadual: percentual definido por cada estado, que varia conforme o tipo de veículo, como carro de passeio, motocicleta ou utilitário.
A fórmula é simples:
IPVA = valor venal do veículo × alíquota do estado
Por exemplo, se um carro tem valor venal de R$ 40.000 e a alíquota no estado é de 3%, o IPVA será de R$ 1.200.
Vale lembrar que alguns estados utilizam como referência a tabela de um mês específico do ano anterior, o que pode gerar diferenças entre o valor atual de mercado e o valor usado para o cálculo do imposto.
Diferenças de alíquotas entre estados
As alíquotas do IPVA não são padronizadas no Brasil. Elas podem variar de cerca de 1,9% a 4% para carros de passeio, dependendo do estado. Motocicletas, caminhonetes e veículos utilitários costumam ter percentuais diferentes, geralmente mais baixos.
Além disso, alguns estados aplicam alíquotas progressivas, nas quais veículos mais caros pagam um percentual maior, enquanto modelos de menor valor têm imposto reduzido.
Isenções e descontos possíveis
Há diversas situações em que o IPVA pode ser reduzido ou até zerado, conforme a legislação estadual. Entre os casos mais comuns estão:
- Veículos antigos, que podem ficar isentos a partir de 10, 15, 18 ou 20 anos de fabricação, dependendo do estado.
- Veículos de pessoas com deficiência (PCD), táxis e carros utilizados em determinadas atividades profissionais.
- Veículos elétricos, híbridos ou movidos a GNV, que em alguns estados recebem incentivos fiscais.
Para saber se o seu veículo se enquadra em alguma dessas condições, o ideal é consultar o site da Secretaria da Fazenda ou do Detran do seu estado.
Datas de pagamento e parcelamento
O calendário do IPVA 2026 começa, em regra, em janeiro, com datas definidas de acordo com o final da placa do veículo. A maioria dos estados oferece:
- Desconto para pagamento à vista, geralmente no primeiro mês do calendário.
- Parcelamento, que pode ser feito em duas, três ou mais parcelas mensais.
As guias de pagamento costumam ficar disponíveis nos portais oficiais dos estados e também podem ser consultadas informando a placa do veículo.
O que acontece se o IPVA não for pago
O atraso no pagamento do IPVA gera multa e juros, que variam conforme o estado. Em alguns casos, a multa é diária até atingir um limite percentual sobre o valor do imposto.
Além disso, o não pagamento impede o licenciamento do veículo, o que torna ilegal a circulação. Se o débito permanecer em aberto, o proprietário pode ter o nome inscrito em dívida ativa, com cobrança judicial e restrições de crédito.
Dica final para 2026
Para não ser pego de surpresa, o melhor caminho é se antecipar: consulte o valor venal do seu veículo, verifique a alíquota do seu estado e acompanhe o calendário oficial. Com planejamento, o IPVA deixa de ser um susto e passa a ser apenas mais um item organizado no orçamento do ano.




